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Mostrando postagens com o rótulo música

Revisitando os Strokes

The Strokes é uma banda que ouvi muito na vida, e e continuo ouvindo esporadicamente. Alguns discos, no entanto, a gente acaba esquecendo com o tempo. Resolvi então revisitar a discografia da banda e aqui vão alguns comentários rápidos sobre cada álbum. Is This It (2001) Envelheceu muito bem. Era o futuro do rock quando foi lançado, agora é um clássico incontestável. Impecável da primeira à última música. Consigo me ver em 2001 ouvindo. Room on Fire (2003) Eu tinha lembranças ótimas desse álbum, mas a audição recente me deu uns sentimentos mistos. Ele tem ótimas faixas com 12:51 , Reptilia e The End Has no End , mas acho que o impacto que ele tinha em mim se perdeu com o tempo. Ainda assim, continua excelente. First Impressions of Earth (2006) Pior que o primeiro, melhor que o segundo. Encerra a trilogia de discos dos Strokes que é quase uma unanimidade. Foi bom revisitar o disco, e ele é tão bom quanto eu lembrava. Angles (2011) Fui um dos poucos que defendeu o Angles quando ele foi l...

Death Cab For Cutie, finalmente!

"O nome da banda é Death Cab For Cutie ou Plans?" foi a pergunta que fiz quando a Raíssa me deu o disco do Death Cab For Cutie de presente de Natal em 2006. Eu ainda ainda não conhecia a banda, mas a primeira música que ouvi levou segundos pra me conquistar - era Marching Bands of Manhattan . De lá pra cá, o Death Cab For Cutie se tornou uma das bandas que mais gosto e foi umas das bandas que mais ouvi nos últimos anos. Meu perfil no Last.fm não me deixa mentir: eles estão no 12º lugar de bandas mais ouvidas desde 2008 (que foi quando comecei a contabilizar). Vamos avançar dez anos - em 2016, quando a Raíssa e eu decidimos passar nossa lua-de-mel em Nova Iorque, descobrimos que o Death Cab For Cutie iria tocar em um festival na cidade exatamente uma semana depois de nossa data de retorno. A escolha óbvia foi atrasar nossa viagem em uma semana, de forma a pegarmos o show em nosso último. Seria uma ótima maneira de finalizar nossa lua de mel, certo? O grande problema é ...

A playlist definitiva para os shows do Noel Gallagher's High Flying Birds no Brasil

Desde que o Oasis anunciou o fim da banda em 2009, convivemos com boatos e apelos de retorno, às vezes alimentados até mesmo pelos seus músicos. No entanto, parece que esse retorno está muito longe de acontecer. Apesar disso, o fim da banda não foi o fim da carreira dos irmãos Gallagher. Cada um já lançou três álbuns que, embora não superem o que produziram no Oasis, são ótimos discos. Em seus shows, os músicos tocam alguns clássicos do Oasis para matar um pouco da saudade dos fãs. Noel Gallagher já lançou três álbuns com a banda que leva seu nome, Noel Gallagher's High Flying Birds, e está vindo ao Brasil em novembro para apresentar o show de sua turnê atual. Curitiba (dia 7), São Paulo (dia 8) e Belo Horizonte (dia 10) receberão a banda. Para me preparar para a turnê, fiz uma pesquisa pelos setlists das apresentações que eles fizeram em 2018, e montei um provável repertório para os shows no Brasil. Entre uma apresentação e outra há pequenas diferenças, mas a base do repe...

O que ouvi em 2017

Em 2017 ouvi pouca música nacional, muita trilha sonora e muitos álbuns lançados no ano corrente. Não há nenhuma banda nova na lista, o que indica que as novidades estão restritas às bandas que já conheço. Na figura abaixo estão as capas dos 16 discos mais ouvidos por mim em 2017, de acordo com os registros do Last.fm . Os únicos artistas nacionais que apareceram na lista foram as Vespas Mandarinas e a Tiê, ambos com os melhores álbuns de suas carreiras. Gorillaz, Arcade Fire, Imagine Dragons e The xx mantiveram a consistência de suas carreiras e garantiram lugares privilegiados no meu fone de ouvido. Lorde conseguiu lançar um segundo trabalho impecável, ainda melhor que sua estreia. Só perde o posto de melhor do ano, na minha opinião, para o The National. O álbum One More Light, do Linkin Park, me fez voltar a ouvir a banda depois de anos. Semanas depois de seu lançamento, no entanto, o vocalista se suicidou e acabei deixando o disco de lado. Possivelmente ele teri...

A playlist definitiva para os shows do Hanson no Brasil

Já se passaram vinte anos desde que o Hanson ficou conhecido mundialmente pelo hit MMMBop. No Brasil eles continuaram a ser uma banda "grande" até o ano 2000, impulsionados principalmente pela música "Save Me", que foi trilha sonora de novela da Globo. Nos anos seguintes a banda resolveu se desvincular da gravadora e desde então são uma banda independente. Sem a divulgação maciça que tinham, o Hanson acabou sumindo para boa parte do público. No entanto, a banda permaneceu produtiva, com uma sequência de discos consistente e de muita qualidade. Comemorando 25 anos de carreira, o iniciaram uma turnê mundial  (com boa parte das apresentações com ingressos esgotados) e passam pelo Brasil nessa semana. com shows no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Usualmente, aumento minha frequência de audição das músicas de um artista quando irei assisti-lo ao vivo. Como o show do Hanson está próximo, criei uma playlist para ir me preparando. A playlist fo...

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente. A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor. Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil. ****** O abismo entre a pista comum e a pista premium A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da pr...

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado. Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu. Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido. Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma",...

Subcelebridades precisam entender que o "sucesso" não dá carta branca para tratarem mal as pessoas

Conhece o MC Menor da VG? Eu não conhecia até o último dia 17, até ter o desprazer de vê-lo no aeroporto uns dias atrás. Fiquei surpreso ao ver que ele tem mais de 550 mil seguidores no Facebook. É mais que ótimos artistas como Pato Fu, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Cachorro Grande e Nenhum de Nós, por exemplo. Não acho que isso seja um problema, cito esse dado só pra dar uma noção do alcance o rapper tem. A Internet joga na nossa cara o fato de que existe público pra tudo e que existe muita gente que pode ser extremamente famosa em um certo nicho e um grande desconhecido para o resto da população. A situação que me deixou negativamente impressionado e me fez perder um pouquinho de fé nos rumos da humanidade aconteceu no aeroporto de Guarulhos, no terminal da Azul, enquanto esperava meu voo para Belo Horizonte. Na fila do Bob's (fila bem grande, esse detalhe é importante) um grupo de pessoas fazendo muito barulho simplesmente ignorou que a fila existia e foi direto ao caix...

Não vamos ser corruptos. Não vamos comprar ingressos de cambistas. Não vamos nos tornar cambistas.

Na última semana procurei por ingressos para o show do Maroon 5 em Belo Horizonte e não encontrei nenhuma pessoa honesta vendendo. Pra muita gente parece normal cobrar um pouco mais que o preço de venda para repassar um ingresso de um evento que desistiu de ir, mas não é. Além de ser crime contra a economia popular é uma bruta sacanagem com quem não conseguiu comprar os ingressos com antecedência. Não compro ingressos de cambistas de forma alguma. Nem se estiver mais barato que na bilheteria. E uma pessoa que está vendendo um único ingresso, se estiver tendo lucro, pra mim também é cambista. É muito incoerente o fato de que, em um país que cada vez mais se discute sobre a ética e corrupção na esfera pública, as pessoas tratem com naturalidade comprarem de cambistas e se tornarem um deles. Há pouco menos de dois anos, publiquei um texto no Move That Jukebox sobre o assunto, e acho que seu assunto ainda hoje é muito atual. Confira a reprodução abaixo: Compro e vendo ingresso....

Galochas: o seu melhor investimento para o Lollapalooza

Eu tava com esperança de que o Lollapalooza Brasil desse ano não tivesse lama. Aí o Vinícius me mostrou essa foto do show do Iron Maiden que foi realizado no mesmo local do festival e perdi as esperanças. Iron Maiden na lama. Futuro do Lollapalooza? É claro que nem tudo está perdido. A solução vai ser usar a mesma estratégia que usei no ano passado: GALOCHAS. No primeiro dia do Lollapalooza de 2013 fiquei fugindo de todas as poças de lama e ainda assim saí de lá bem sujo. Não ia deixar isso acontecer no segundo dia. A Raíssa e eu fomos em uma loja de materiais de construção e compramos um par de galochas pra cada um. E foi baratinho, cerca de 30 reais. Dinheiro muito bem investido, por sinal. Começo do festival, galochas limpinhas Primeiros sinais de lama Cada vez que eu não precisava desviar o meu caminho, via alguém fugir da lama ou se sujar involuntariamente, eu tinha um pouquinho da sensação de vencedor - afinal, eu era uma das poucas pessoas que podia ...

Melhores de 2013

No último mês do ano, participei mais uma vez das listas de melhores do Move That Jukebox . Naturalmente, nem todas as minhas indicações entraram para as listas finais. Meus votos aqui, no entanto, representam o que mais gostei de ouvir no ano que passou. Recomendo cada linha indicada! Melhores discos internacionais 1 - Franz Ferdinand – Right Thoughts, Right Words, Right Action 2 - Arctic Monkeys - AM 3 - David Bowie - The Next Day 4 - Arcade Fire - Reflektor 5 - Ellie Goulding - Halcyon Days 6 - Vampire Weekend - Modern Vampires of The City 7 - Lorde - Pure Heroine 8 - The National - Trouble Will Find Me 9 - Atoms For Peace - AMOK 10 - Paul McCartney - New 11 - Beady Eye - BE 12 - Justin Timberlake – The 20/20 Experience 13 - Kings of Leon - Mechanical Bull 14 - Queens of The Stone Age - ...Like Clockwork 15 - Kanye West - Yeezus 16 - Camera Obscura – Desire Lines 17 - She and Him - Volume 3 18 - Phoenix - Bankrupt! 19 - Daft Punk – Random Ac...

Os melhores discos de 2013 (até agora)

Desde o ano passado, a turma do Move That Jukebox tem publicado uma lista com os melhores disco do primeiro semestre, na opinião dos seus colaboradores. Mais uma vez participei da lista, e aí estão minhas escolhas. Top 3 internacional Beady Eye  –  BE Cada vez mais distante do que foi o Oasis, o Beady Eye soa como uma banda nova. O maior resquício da antiga banda dos irmãos Gallagher, o grande expoente do britpop dos anos 90, é o vocal característico de Liam – até porque isso é um pouco difícil de mudar – e nem deveria. O álbum é cheio de baladas que prendem a atenção, rocks acelerados e longos interlúdios que conectam as faixas, criando uma unidade ao álbum. David Bowie  –  The Next Day Não dá pra dizer que após um longo tempo de espera, finalmente David Bowie lançou um novo disco, pois nos acostumamos a desistir de esperar. Em uma operação super sigilosa (incomum para a sociedade conectada em que vivemos), o cantor gravou  The Next Day  e ...

Zé Ramalho morreu (só que não)

É incrível como as pessoas espalham notícias na internet. Se for notícia ruim, a velocidade é maior ainda. Hoje criaram no Twitter um boato sobre a morte do cantor Zé Ramalho. Rapidamente, o assunto passou a figurar entre os tópicos mais falados na rede. O site MSN Música , da Microsoft, tratou de publicar a notícia. E na web, quanto mais rápido você publica um furo, mais acesso (e mais renda) seu site gera. o único problema é que não se preocuparam em verificar a informação. Mas o cantor já avisou que está vivo por meio de seus perfis no Twitter e no Facebook.  Reproduzo aqui a mensagem dele : Ninguém faz matéria de jornal para dizer que você está ótimo, que está super bem de saúde após a cirurgia, que está cantando melhor do que nunca, que bateu todos os recordes e expectativas dos médicos... . Mas são capazes de inventar e espalhar, criminosamente, uma matéria mentirosa, alegando que você está no hospital, ou que se foi... Quanta maldade escondida sob o anonimato ...

Os shows que mais perdi na vida

Recentemente publiquei uma lista das bandas que vi ao vivo aqui no blog. Tive a oportunidade de assistir a maior parte de minhas bandas preferidas ao vivo, mas ainda existe uma grande lista de shows que quero ver. Duas delas eu estive perto de ver, mas perdi. Coldplay e The Vaccines , mais de uma vez. Estava tudo certo para minha ida ao show do Coldplay no Morumbi, no dia 10 de março de 2009, terça-feira. Eu estaria de férias, após ter apresentado o trabalho final da minha especialização na sexta-feira anterior. Na última semana, no entanto, o trabalho teve sua apresentação adiada para... 10 de março. E nisso meu show já era. Na minha segunda oportunidade, garanti o meu ingresso para o Rock in Rio de 2011 com quase um ano de antecedência. Dessa vez, nada me faria perder o show do Coldplay. Ou não. Tirei férias e fui pra Orlando na data do festival. Certamente uma viagem pra Orlando é muito mais interessante que o Rock in Rio, mas o fato é que mais uma vez perdi um show do Co...

360 shows

Há cerca de 4 anos, fiz um apanhado de todas as  bandas, cantores e DJs que eu tinha visto ao vivo, e me lembrava disso. De lá pra cá, mantive o registro de cada show que fui, e esse número aumentou espantosamente. Naquela época, inseri na lista 21 shows que eu não precisava ter ido pra ser feliz. Na lista de hoje eles não aparecem, até porque a soma daria 381, um número muito mais feio que 360. De qualquer forma, se você quiser conhecer a lista antiga, ela continua publicada aqui nos arquivos do blog . A lista internacional, que tinha singelos 14 nomes (alguns medalhões como Radiohead, Keane e Oasis) pulou pra 128 bandas - Paul McCartney, Muse, Belle and Sebastian e The Killers inclusos. A nacional também cresceu bastante, mas numa proporção mais baixa. De 115 para 242 bandas. Vale lembrar que cada banda só é contada uma vez, senão esse número seria bem maior. Só do Pato Fu já fui a 16 shows, do Los Hermanos foram uns 10. Figurinha repetida não conta. Espero que esse nú...