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Muse e o desafio de abrir o show do U2

Na Europa e nos Estados Unidos, o Muse está acostumado a ser headliner de festivais, e tocar em estádios lotados, com multidões afoitas para ouvirem suas canções. A diferença agora é que, no braço latino-americano da turnê 360º do U2,o estádio está lotado para ver outra banda. Estive presente no estádio do Morumbi no último sábado e pude ter uma noção do desafio enfrentado pelo Muse. Durante um show de apenas oito músicas, a banda enfrentou a indiferença e desinteresse da maior parte dos fãs dos irlandeses do U2. Tinha gente dormindo, batendo papo, passeando. No setor da arquibancada que fiquei, num espaço amostral de 500 pessoas, apenas 3 ficaram de pé no show de abertura. Fazendo um cálculo proporcional ao público presente, estimo que cerca de 540 pessoas estavam realmente interessadas na banda de abertura, o que dá cerca de 0,5% do público. O Muse fez um show intenso e impecável, utlizando da melhor maneira a vitrine que foi lhe dada para a divulgação do seu trabalho. Crei...

Muse – The Resistance

“A Resistência” é um título contestador, e dá a impressão de que a banda quer mostrar que faz o que quer, independente do que disserem. E acho que é mais ou menos assim que funciona com eles. É um álbum excelente, da primeira à última música. Principalmente quando ouvido nessa ordem. As canções, em sua maioria tem a duração prolongada, como solos e interlúdios imensos. Ao ouvir o disco na ordem em que ele foi concebido, tudo fica coeso e faz sentido, mas as músicas isoladas podem parecer estranhas. Consequência direta disso: para tocar nas rádios e em videoclipes, elas tem trechos cortados. Há canções empolgantes como o primeiro single Uprising e Resistance. Undisclosed Desires é a música que vai fazer todos dançarem nos shows e bombar nas pistas. Já United States of Eurasia parece ser uma espécie de “como soaria o Queen nesse século”. Unnatural Selection é poderosa em seus quase 7 minutos, e o álbum é encerrado com a pretenciosa Exogenesis , divida em 3 partes totalizando ...

Playback

Acho (muito) feio bandas tocarem com playback . Principalmente nos programas de televisão. Nos anos 90, quando a aparecer no Gugu ou Faustão era sinônimo de sucesso, as bandas tinham que se sujeitar a esse recurso para tocar nas paradas de sucesso. Me lembro quando o Pato Fu foi ao programa do Gugu. Quem assistia da TV, só via closes ginecológicos das dançarinas e ao final da apresentação Gugu, completamente desinformado, perguntou o óbvio ululante na micro-entrevista que fez. Resultado: a banda, por opção, nunca mais se apresentou fazendo playback em programas de TV. Outra história foi com os Raimundos, no auge do hit “Mulher de Fases”. Estavam em todos os programas, e defendiam o playback : “Essa é a regra deles, se não formos nós fazendo playback serão as bandas de pagode, axé…” Mas a melhor de todas foi da banda inglesa “Muse”, nessa semana. Convidados para apresentar uma música em playback num programa italiano, resolveram brincar (já que não iam tocar). O vocalista e gu...

Usiminas x Muse

Dia desses me dei conta do quanto o logotipo da Usiminas se parece com o do Muse . Ainda bem que eles não são concorrentes... A Usiminas bem que podia patrocinar uma nova turnê do Muse pelo Brasil!