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Mostrando postagens com o rótulo pato fu

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado. Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu. Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido. Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma",...

Pato Fu na seção infantil

Lembro que em 1994, ouvi o recém lançado Gol de Quem? , de uma banda nova de Belo Horizonte que atendia pela divertida alcunha de Pato Fu. Na época não vi graça, mas hoje o considero um dos melhores álbuns da história do rock brasileiro. No auge dos meus 10 anos de idade, foi natural não compreender a revolução musical do Pato Fu na época. Eu ainda nem tinha descoberto o rock and roll , e era só uma criança. E passeando numa loja de discos, pude descobrir como as crianças de hoje podem ser musicalmente mais felizes. Tava lá o Pato Fu no meio de Galinha Pintadinha , Gnomeu e Julieta , Cantigas de Roda e outros itens infantis. Quando o álbum Música de Brinquedo foi lançado , o Pato Fu frisou que, embora tivesse sido todo gravado com instrumentos de brinquedo, não era um disco infantil. No entanto, esse rótulo acabou se grudando ao disco naturalmente. Os shows da atual turnê são cheios de crianças de todas as idades, que se divertem ao longo de toda a apresentação. E o Pato Fu virou ...

Os 5 melhores discos nacionais de 2010

A cada dia descubro um artista nacional diferente, e é usual me surpreenderem positivamente. Das 5 bandas aqui listadas, 2 eu sequer sabia que existiam um ano atrás. Já vi todos os músicos citados ao vivo, e recomendo. Mas antes de ir aos shows, é interessante que você conheça os 5 melhores discos nacionais de 2010! Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador Tropicalismo, bom humor, psicodelia. Como se fosse uma versão dos Mutantes, adaptado para o século XXI. Indecente sem ser vulgar, contemporâneo sem perder a poesia. Pata de Elefante – Na cidade Trio instrumental. Sem palavras, conseguem despertar emoção no ouvinte. Música pra ouvir em casa, no carro, num piquenique - e principalmente num show ao vivo. Garotas Suecas – Escaldante Banda Pra roqueiros que sentiam falta de música pra dançar. Psicodelia e suingue setentista com uma roupagem moderna. Pato Fu – Música de brinquedo Inovador, todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Não foi feito pra c...

Brincadeira de adulto

(ou como o Pato Fu conseguiu gravar um disco inteiro só com instrumentos de brinquedo) O mês de agosto marcou o lançamento de Música de Brinquedo , novo álbum do Pato Fu. O trabalho anunciado há alguns meses foi recebido pelos fãs com um misto de expectativa e curiosidade. O décimo disco continua a tradição da banda de nunca fazer nenhum trabalho parecido com o anterior. Ou melhor, o trabalho não pode ser parecido com nada que já surgiu no mundo da música. Todas as 12 faixas do CD são regravações. O que poderia parecer uma estratégia de vendas na verdade se encaixa no conceito do álbum. Cada canção segue o arranjo original, nota a nota, com uma diferença: o Pato Fu usou apenas instrumentos de brinquedo. Para completar a banda, foram convidadas as crianças Nina Takai e Matheus D’Alessandro para cantar em quase todas as músicas. Mariana Devin, João Lucas Ulhoa e André Ulhoa também tiveram participações pontuais. Essa participação infantil acabou transformando o disco em um disco ...

A música de brinquedo do Pato Fu

O Pato Fu  é uma das vitoriosas bandas brasileiras que sobreviveram aos anos 90, época repleta de axé, pagode e músicas de duplo sentido. Com quase 18 anos de carreira e continua surpreendendo a cada trabalho – e tudo indica que Música de brinquedo será um dos trabalhos mais originais vistos nos últimos anos. A ser lançado depois da copa do mundo (apesar de já estar pronto), o novo álbum dos patos foi gravado só com instrumentos de brinquedo, e traz a participação de crianças (filhos e parentes da banda) nas canções. À primeira vista parece uma ideia um pouco absurda, mas os primeiros vídeos divulgados surpreendem. Primavera ficou mais interessante que a versão de Tim Maia e Live and let die conseguiu agradar até os fãs xiitas de Paul McCartney. O fato do disco trazer apenas regravações não incomoda. O Pato Fu já está acostumado a descontruir e reconstruir canções com sucesso, sempre imprimindo a personalidade da banda às versões. E não basta apenas gravar um disco com ...

Pato Fu. De novo.

Domingo eu fui ao meu 13º show do Pato Fu. E sábado no 12º. Percebe-se que sou suspeito pra falar da banda, mas eu insisto. A banda se prepara para lançar seu décimo disco, em quase 18 anos de carreira. Até lá, continua a turnê do álbum Daqui pro futuro. Nesse final de semana fez dois grandes shows no SESC Pompeia. Nos dois dias, ingressos esgotados. A plateia dos patos é diversa, tem velhinhas e crianças, mães e filhas dos fãs que cresceram. E novos fãs, é claro. Todos os álbuns da carreira estiveram presentes no setlist – a banda já chegou num ponto em que sempre vai faltar um hit, mas não dá pra tocar 50 músicas por show. Por isso, boas surpresas como a clássica e (des)conhecida “Mamãe ama é o meu revolver” são tão bem recebidas – e cantadas a plenos pulmões – ainda que apenas por 15% da plateia. Pela primeira vez, a banda apresentou uma nova versão da música “Simplicidade”, num clima bem Belle and Sebastian . Com um conceito muito diferente do original, emocionou o...

Os 5 melhores discos de 2010

Adoro fazer listas de “melhores qualquer coisa”. Esse ano promete no campo musical, então resolvi me adiantar a fazer a lista de melhores discos de 2010. Detalhe: nenhum deles ainda foi gravado. Pato Fu A melhor banda nacional em atividade costuma surpreender. Nenhum dos discos da carreira parece com um trabalho anterior da banda, mas o resultado costuma ser sempre sensacional. Depois de 2 discos solo de Fernanda Takai, chegou a hora dos holofotes voltarem para a banda. The Strokes Já foram considerados a salvação do rock, mas não se tornaram a maior banda da década. Entretanto, influenciaram dezenas de outros grupos nos últimos anos. Há muito tempo sem lançar nada de novo e com cada um de seus integrantes envolvido em outro trabalho, a expectativa sobre o disco dos Strokes prometida para 2010 é alta. Eles podem salvar o rock ou enterrá-lo de vez. Radiohead Já viu o Radiohead errar? Eu também não. Até os discos mais difíceis como Amnesiac se tornam obras-primas com o tem...

Playback

Acho (muito) feio bandas tocarem com playback . Principalmente nos programas de televisão. Nos anos 90, quando a aparecer no Gugu ou Faustão era sinônimo de sucesso, as bandas tinham que se sujeitar a esse recurso para tocar nas paradas de sucesso. Me lembro quando o Pato Fu foi ao programa do Gugu. Quem assistia da TV, só via closes ginecológicos das dançarinas e ao final da apresentação Gugu, completamente desinformado, perguntou o óbvio ululante na micro-entrevista que fez. Resultado: a banda, por opção, nunca mais se apresentou fazendo playback em programas de TV. Outra história foi com os Raimundos, no auge do hit “Mulher de Fases”. Estavam em todos os programas, e defendiam o playback : “Essa é a regra deles, se não formos nós fazendo playback serão as bandas de pagode, axé…” Mas a melhor de todas foi da banda inglesa “Muse”, nessa semana. Convidados para apresentar uma música em playback num programa italiano, resolveram brincar (já que não iam tocar). O vocalista e gu...

Pato Fu no Boulevard Tatuapé

Eu estranhava o fato do Pato Fu fazer mais shows em São Paulo que no resto do país. Entendi o porquê no último domingo, no Shopping Boulevard Tatuapé. Confesso que nunca tinha visto tantos gritinhos histéricos e aplausos acalorados num show dos patos. E olha que já fui em uma dezena. A música que eles fazem trata de temas universais, sem nenhuma espécie de regionalismo. Logo, quanto maior a cidade, maior o número de fãs. Com o local lotado, um público que mesclava vovós, crianças de colo, famílias reunidas, manos e os indies de sempre, o Pato Fu fez todos esquecerem que era hora do almoço. Músicas de todos os álbuns da banda foram executadas, embora os 3 primeiros discos tenham contribuído com apenas uma canção cada (Gimme 30, Sobre o Tempo e Capetão 66.6 FM). Os hits Perdendo Dentes, Depois e Ando Meio Desligado fizeram todos cantar juntos. Canção pra você viver mais foi emocionante como sempre. As belas músicas do último trabalho, Daqui Pro Futuro, ainda não emplacaram ao vivo....

Eu sei cantar essa música inteira!

Decorar uma música pode ser fácil se ela tiver uma letra chiclete e você ouvi-la trocentas vezes ao dia. Mas algumas delas não são assim, e decorá-las é um desafio especial. Faroeste Caboclo – Legião Urbana: Da banda ícone dos anos 80, tem mais de 9 minutos, sem refrão. Praticamente um roteiro cinematográfico, está na ponta da minha língua – e de milhares de outros fãs. Sempre presente em luaus, e cantada em coro. Quando toca nas rádios, quem está presente faz questão de cantar junto, pra mostrar que sabe a letra inteira. Made In Japan – Pato Fu: A canção é em japonês e nem Fernanda Takai sabia o idioma quando gravou. Ocorre um fenômeno interessante nos shows da banda: os fãs mais doentes (isso me inclui) cantam toda a letra, sem saber patavina do que estão falando. 2345Meia78 – Gabriel, O Pensador: Quando Gabriel, o Pensador estourou com o disco Quebra-Cabeça , essa música era onipresente. E quem queria ser legal, tinha que saber cantá-la. Decorar Festa da Música e Cachimbo ...

Meus discos autografados

Sou da época em que as pessoas compravam discos. Eu ainda compro, e adoro ter minha prateleira cheia de caixinhas que eu quase nunca abro, mas não vendo nem dou pra ninguém. Quando o disco está autografado, com uma dedicatória pra mim, é melhor ainda. Eu tenho alguns assim… Pato Fu – É um caso especial. Tenho os 9 discos e os 3 DVDs, mais o solo da Fernanda Takai autografados. A metade maior foi autografada numa coletiva de imprensa em Araxá , a metade menor numa sessão de autógrafos na Livraria Leitura do Pátio Savassi.   Tianastácia – Ganhei o Orange 7 do meu amigo Thiago, que pediu que autografassem pra mim. Só que escreveram o nome dele no encarte!     Wonkavision – Tenho o Wonkavision e o Wonkainvasion (o mesmo disco, em edições diferentes). O primeiro foi autografado pela banda inteira, incluindo a ex-baixista Grazi, num show no CCSP. O segundo eu comprei da banda pela internet e eles enviaram autografado.   Danilo França – M...

Pato Fu Extra!

Não escondo de ninguém que há anos, o Pato Fu é minha banda favorita . Imagine então a minha felicidade hoje ao descobrir que eles lançaram um DVD novo, e que todo o conteúdo está disponível pra download gratuito no site deles! Alguns vídeos eu já tinha visto em streaming , como os videoclipes do Daqui Pro Futuro e as gravações para o Música de Bolso . Há ainda documentários inéditos, e versões fake demos de 11 das 12 músicas do último disco. Conteúdo pra fãs mesmo, que podem ainda encomendar o DVD pela bagatela de 15 reais + frete. Já fiz meu pedido! Visite: http://www.patofu.com.br/extra/

11 discos indispensáveis (na minha coleção)

Abbey Road - The Beatles O melhor da quarteto britânico, na opinião da minha mãe. Na minha também. Além disso, foi o disco que me ensinou que o rock and roll era legal! Toda Cura Para Todo Mal - Pato Fu O melhor disco da melhor banda (podem discordar, mas eu não mudo de idéia!) The Life Pursuit - Belle And Sebastian O equilíbrio entre a felicidade e a melancolia. Seria essa a "busca pela vida" anunciada no título? Bloco do Eu Sozinho - Los Hermanos Da época em que eu falava que gostava de Los Hermanos e as pessoas riam de mim ( "Aquela bandinha da Anna Júlia, né?" ). Um clássico moderno, que foi ignorado na época do seu lançamento. The Bends - Radiohead Fake Plastic Trees é a música mais emocionante que eu já ouvi. E olha que ela não é nem 10% do disco! Disco Paralelo - Ludov É triste ver uma banda tão interessante como o Ludov ser deixada de lado pelo mainstream enquanto o NX Zero e outras bobagens aparecem... You Could Have It So Much Better with Franz Ferdinand ...

O patofã

Publicado originalmente no Jornal Interação (Araxá - MG) e posteriormente na página oficial do Pato Fu . "Ele gosta mais de Pato Fu do que eu" - foi o que a Fernanda Takai disse, se referindo à mim. Quando soube que o Pato Fu iria tocar na calourada da Uniaraxá, rapidamente comecei a providenciar minha ida à Araxá. Há alguns anos já aguardava um show da minha banda preferida na cidade onde primeiro se avista o sol, mas nunca tinha sido atendido. Depois de alguns dias de espera, finalmente peguei o ônibus viajei 370 quilômetros, e cheguei na sexta-feira, 31 de março, dia do show. Eu sabia que a banda já estava na cidade. Restava descobrir onde. Depois de inúmeros telefonemas e informações desencontradas, consegui chegar na entrevista coletiva para a imprensa. Mas eu não era da imprensa, nem tinha nenhuma autorização para ir ao local, só tinha minha velha e surrada camiseta do Pato Fu, uma câmera fotógrafica na mão e muitos CDs na mochila. Dei de cara com a banda, respondendo à...